4 dias em Shanghai

Shangai vista do Bund

Sobre a cidade

Chegámos a Shanghai vindos de Pequim e as diferenças entre as cidades não podiam ser maiores. Passámos 4 dias em Shanghai e, para nós, foram suficientes para conhecer a cidade.

Shanghai é uma metrópole internacional com tudo o que isso implica: grandes avenidas, arranha-céus, lojas de todas as marcas internacionais e pessoas de todas as nacionalidades. Mas, mesmo assim, continuamos na China e ainda há zonas com uma grande tradição oriental.

É uma cidade enorme e divide-se em três zonas de interesse: a velha Shanghai (uma zona tipicamente chinesa com ruelas, mercados e templos), a zona das concessões e Pudong (o distrito mais recente com alguns dos edifícios mais altos do mundo).

Nesta publicação vamos descrever o itinerário dos nossos 4 dias em Shanghai, experiências e dicas assim como atividades extra que optámos por não fazer.

Dia 1

A Chegada

Há muitas formas de ir do aeroporto de Shanghai para o centro da cidade como o autocarro, o metro (linha 2) ou o táxi. Porém, não podíamos estar em Shanghai e não experimentar o Maglev. O Maglev é um comboio de levitação magnética e por isso consegue atingir elevadas velocidades (até 431 km/h) com baixo consumo energético e pouco ruído. Devido ao elevado custo de produção existe apenas esta linha comercial de Maglev que percorre os 30 km entre o aeroporto e a cidade em apenas 8 minutos.

O Maglev não chega até ao centro da cidade, terminando em Longyang Road. Nesta estação é necessário trocar para uma linha de metro. A viagem foi realmente rápida e confortável, não se sentindo qualquer influência da grande velocidade do comboio. É uma experiência muito interessante.

   Preço: 50 Yuans/ ida e volta 80 Yuans

Onde ficámos

Decidimos ficar no SSAW Boutique Hotel Shanghai Bund. Escolhemos este hotel principalmente pela localização. Este hotel tem duas estações de metro muito próximas o que torna as deslocações fáceis e rápidas. Além disso, é também fácil chegar a muitos sítios a pé, que é a nossa forma preferida de conhecer as cidades que visitamos. Ao visitarmos a cidade a pé tomamos mais atenção a pormenores do quotidiano e à cultura do local que estamos a conhecer, o que, de outra forma, nos passaria despercebido.

O maior atrativo deste hotel é a sala do pequeno almoço que é no terraço e tem uma óptima vista da cidade. Foi um óptima base para os nossos 4 dias em Shanghai.

  Metros: Yuyuan Garden (linha 10) e Dashijie (linha 8).

Huaihai Road

Huaihai road à noite, Shanghai
Huaihai Road, Shanghai

Como já estávamos no fim da tarde decidimos ir dar uma volta a pé enquanto procurávamos um sítio para jantar. Nesta rua tivemos a confirmação das diferenças entre Pequim e Shanghai. É uma avenida enorme com lojas de marcas internacionais (algumas mais que uma vez) e centros comerciais. Ficámos com a sensação que qualquer objeto de qualquer marca do mundo podia ser comprado aqui.

Nesta noite jantámos no Charlie’s, uma hamburgueria diferente e que recomendamos.

Dia 2

Yu Gardens e Bazaar

O Yu Bazaar é tudo aquilo que imaginamos quando pensamos num mercado chinês. Pelas ruas e passando pelos edifícios podemos comprar de tudo um pouco. Regatear é quase obrigatório e esperado e os vendedores já dizem os primeiros preços a fazer conta com isso. Por isso, se quiseres comprar alguma recordação não tenhas medo de regatear. Muitas vezes consegues preços bastante inferiores ao primeiro preço apresentado.

Nesta zona ficam também os Yu Gardens ou jardins da felicidade. Estes jardins transmitem paz e calma o que contrasta com o movimento e confusão do bazaar. Têm edifícios cerimoniais, com grande significado espiritual e de culto e um lago repleto de Koi fish.

   Metro: Yuyuan Garden (linha 10)
   Entrada: Abril-Junho e Setembro-Novembro: 40 Yuans; Julho-Agosto e Dezembro-Março: 30 Yuans

Velha Shanghai

Dos Yu Gardens e Bazaar fomos explorar a velha Shanghai. Até 1842, Shanghai era um pequeno porto sem grandes características distintivas. Nesse ano, o governo chinês abriu os portos aos mercados ocidentais criando concessões territoriais em que os estrangeiros apenas respondiam às leis dos seus próprios países. Foram assim criadas as concessões britânica, americana e francesa, com as suas próprias forças policiais e judiciais. Em 1940 todo o território voltou a ficar sobre o poder chinês.

A zona da velha Shanghai continua a manter o espírito tradicional chinês, com ruelas, mercados e templos e contrastando com o resto da cidade. Para nós, ficar com uma ideia do quotidiano e da cultura locais foi bastante interessante e recomendamos vivamente passear por esta zona da cidade.

Velha Shanghai
Rua na Velha Shanghai

O Bund

O Bund é uma das zonas que mais caracteriza Shanghai. Por um lado temos o rio Huangpu e do outro fachadas de grandes hotéis, bancos e escritórios. Além de que temos uma vista perfeita para Pudong (vale a pena ver de dia e de noite, quando os edifícios estão iluminados). Ao longo do Bund há um grande passeio pedonal que é óptimo para passear e tem alguns restaurantes e cafés para se fazer uma refeição. Foi nesta zona que almoçamos, uma refeição tipicamente chinesa.

Comida chinesa em Shanghai
Almoço no Bund

Nanjing Road e People’s Park and Square

Esta avenida, com cerca de 10 km, é das mais conhecidas de Shanghai e é uma das avenidas comerciais mais movimentadas do mundo. A dividir a zona este da Nanjing Road da zona oeste fica o People’s Park and Square. Esta praça (uma antiga pista de corridas) tem um parque muito visitado para passear ou fazer exercício. Além disso esta zona também tem pontos de interesse culturais que atraem muitos visitantes como o museu de Shanghai ou o MOCA Shanghai (museu de arte contemporânea).

Nesta noite fomos jantar pela primeira vez a um Taco Bell. Já conhecíamos esta cadeia de nome mas nunca tínhamos tido a oportunidade de experimentar e adorámos a experiência.

  Metro: Nanjing east road (linhas 2 e 10), People’s square (linhas 1, 2 e 8) e Nanjing west road (linhas 2, 12 e 13).

Speak Low – um bar speakeasy

Existem muitos bares speakeasy em Shanghai. Estes bares caracterizam-se por serem locais secretos que surgiriam na época da proibição das bebidas alcoólicas. Não podíamos deixar escapar esta experiência por isso, depois de jantar, decidimos ir ao Speak Low.

A entrada para este bar encontra-se dentro de uma loja de utensílios de bartending, a Ocho Bar Tools. Quando entras na loja parece uma loja normal mas se empurrares a estante de livros que se encontra na parede do fundo encontras a entrada para este bar. O bar não é muito grande mas tem um óptimo ambiente e os cocktails eram ótimos. Escondido atrás de um mapa do mundo, se pressionares um botão que fica por detrás de Shanghai, encontras mais uma entrada secreta para outro bar. Este bar é ainda mais pequeno, com uma lotação de apenas 20 pessoas. No dia em que fomos havia lista de espera para entrar neste bar. Por último, depois de entrares no segundo bar, existe ainda um terceiro, um bar de Whiskey japonês, depois da porta com a indicação “Employees Only”. O acesso a este último funciona apenas por convite.

Existem outras opções em Shanghai como o Flask em que entrada se faz por uma máquina de bebidas da coca cola, o El Ocho que fica numa florista ou o The Library Distillery em que passas por um espelho dentro de um restaurante para entrar no bar.

Dia 3

Neste dia decidimos ir de comboio até Suzhou. Comprar um bilhete de comboio em Shanghai não é tão fácil e rápido como estamos habituados. Ao chegar à estação de comboios reparámos logo que para entrar na mesma precisaríamos do passaporte e de já ter adquirido o bilhete. Existem máquinas automáticas ao lado da estação para comprar os bilhetes mas só podem ser utilizadas com um cartão de identidade chinês. Assim, tivemos que nos dirigir a outro edifício para, com o passaporte, podermos comprar o bilhete. Os bilhetes são identificados com o nome da pessoa e como tal não são transmissíveis. Tenta não ir muito em cima da hora comprar o bilhete pois podes correr o risco de perder o comboio uma vez que existem longas filas (tanto para comprar o bilhete como para entrar na estação).

Suzhou Portão
Suzhou

Suzhou

Suzhou situa-se a cerca de 100 km de Shanghai, a mais ou menos 40 minutos de comboio. É conhecida como a Veneza do oriente uma vez que é composta por uma rede de canais e pontes.

É uma ótima cidade para uma escapadela quando estás em Shanghai tanto pelos jardins e canais, que são muito bonitos para passear, como pelos pontos de interesse que apresenta.

Em Suzhou podes visitar o Beisi Ta, o Humble Administrator’s Garden, o museu da seda ou o Shuang Ta.

É também uma boa cidade para observares o quotidiano chinês fora das grandes cidades e da confusão.

Dia 4

Pudong

Este é o distrito mais recente de Shanghai com enormes arranha-céus e centro comerciais. É nesta zona que ficam os edifícios de caracterizam a skyline de Shanghai como a Oriental Pearl TV Tower, a IFC Tower, a Jinmao Tower, o Shanghai World Financial Center ou a Shanghai Tower.

Passámos grande parte deste dia nesta zona e aproveitámos para ir fazer algumas compras em lojas que não encontramos em Portugal como a Uniqlo.

   Metro: Dongchang Road (linha 2) e Century Avenue (linhas 2, 4, 6 e 9)

Atividades extra

Disneyland Shanghai

Os parques da Disney são atrações muito apelativas para nós. Adoramos sentir que entramos num mundo diferente e poder sentir-nos crianças outra vez. São sempre dias muito especiais. Já visitámos a Disneyland Paris e o DisneySea em Tokyo. Queríamos ter visitado a Disneyland em Shanghai mas precisávamos de ter ficado mais um dia na cidade. Numa próxima ida a Shanghai iremos sem dúvida visitá-lo.

Bund sightseeing tunnel

Este túnel permite atravessar do Bund para Pudong debaixo do rio Huangpu através de uma viagem multimédia. É uma atração a experimentar, nem que seja para ficar a conhecer mas, os relatos que lemos dizem que não é a repetir, aconselhando ir no túnel para Pudong mas voltar de metro ou de ferry (que é muito mais barato).

Shanghai Tower

É o edíficio mais alto de Shanghai e tem um observatório no topo do 121.º andar. Tivemos pena de não subir mas no dia em que estivemos em Pudong estava demasiada poluição no ar e provavelmente se tivéssemos subido não teríamos conseguido ver nada além de nevoeiro. Ficará para uma próxima visita à cidade.


Shanghai é um cidade de contrastes. Enorme, cosmopolita, moderna e com habitantes de todas as nacionalidades mas, ao mesmo tempo, continua a ter zonas tradicionais e com pouca ostentação. Tem zonas que se caracterizam pelo elevado poder económico assim como zonas em que as dificuldades económicas dos habitantes são notórias.

Em Shanghai é possível encontrar lojas de todas as cadeias comerciais assim como restaurantes de todas as partes do mundo o que a torna uma cidade internacional com algo a oferecer a qualquer um.

Nos nossos 4 dias em Shanghai sentimos que não seria necessário mais tempo para conhecer a cidade. Claro que se quiseres visitar a Disneyland, passar algum tempo nos museus ou viver a vida local será necessário teres mais algum tempo. Mas, na nossa opinião, 3 ou 4 dias em Shanghai são suficientes para teres uma ideia bastante completa da cidade.




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